domingo, 22 de janeiro de 2012

Minhas impressões sobre a peça Luis Antonio, "Gabriela", em cartaz na FUNARTE

Difícil falar de algo tão bruto e singelo, senti náuseas em alguns momentos do espetáculo, e perdi a fome durante algumas horas.
Me disseram após o término do espetáculo, toma uma cerveja, vai melhorar.
Vim pra casa e pensei na dor que aquela personagem sentia somente por ser travesti, e numa época em que a ditadura militar, não dava mole com os pederastas, para eles tudo era comunismo, até os gays. exagero gente... rsrs
De uma ousadia estética exemplar em momentos de comodismo no teatro.
Ousaram muito em tudo, criaram, inventaram, narraram, se expressaram de uma forma que raramente ví antes em alguma peça de teatro.
Acho que a última vez que vi algo tão interessante, foi o Vau da Sarapalha, em Salvador. Uma peça para pessoas fortes, quem for muito sensível não vá! teve momentos em que eu pensava, mas, esse texto é louco demais, mas não era louco, era real, agi por defesa, para não me emocionar tanto.
Brutalidade e singeleza foi o que vi acontecendo diante de meus olhos, ouvidos e todos os sentidos. Parabéns aos corajosos artistas que realizaram essa obra. Deve ganhar um monte de prêmios sim.

Um comentário:

  1. Belo comentário, bela. Também assisti um Vau da Sarapalha, com Juca de Oliveira e Stênio Garcia, coisa memorável.

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